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Quem sou Eu?
Sou Tahjra Kwendi. Não, esse não é meu nome verdadeiro. É apenas o meu, digamos, "codinome". Ninguém me chama assim. Meu nome verdadeiro, se acham importante saber, é Tatiana. Tenho 17 anos de idade. Meus maiores prazeres na vida são ler e escrever. Nasci em São Paulo, cresci em Águas de São Pedro e hoje moro em Goiânia. Logo voltarei para São Paulo, para cursar Cinema na USP. Sou muito pretensiosa às vezes, mas não creio que isso faça mal a alguém. Não sei se há mais coisas interessantes em minha vida para eu dizer aqui. Mas uma dica: Para me conhecerem, leiam o que eu escrevo. Não ouçam o que eu digo, pois os lábios às vezes mentem. As palavras, nunca.
Eu Recomendo:
Nádegas a Declarar Sou Mongol Vampire Theater Neuroses Paulistanas Pragmática Charges.com.br Past Mortem
Arquivo
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Avada Kedavra
Segunda-feira, Julho 24, 2006
Licor em Taça de Champanhe
Narrado por Tahjra Kwendi, em 7:22 PM
Parla!
Sábado, Fevereiro 18, 2006
Perfume de Rosa Morta
Narrado por Tahjra Kwendi, em 5:44 PM
Parla!
Sábado, Novembro 19, 2005
Agora sim, passando para algo sério. Se pensei em alguém ao escrevê-lo? Não. Não sei. E não é um dos meus preferidos.
Narrado por Tahjra Kwendi, em 8:08 PM
Parla!
Fruto de um quase-ataque histérico causado pelo tédio de ficar aproximadamente três horas sentada, esperando poder entregar o vestibular da UFG
Narrado por Tahjra Kwendi, em 8:03 PM
Parla!
Domingo, Novembro 13, 2005
Naquele dia não haveria coisa que pudesse irritá-la mais do que a chuva. Bem, talvez houvesse. Andava irritadiça ultimamente. E chovia, é o que importa. O barulho da chuva sempre a irritara, desde a infância. Porém, mais que a chuva ou o simples barulho desta, ela odiava o som dos pingos no ferro da janela. "Chet-chet-chet-chet", freneticamente, sem pausas. E ainda mais do que odiava este som, odiava ver a água vencendo a (pouca) resistência das janelas de ferro e invadindo a casa. Folheou uma revista, tentando esquecer o barulho, "chet-chet-chet", e a água que invadia furiosamente, ainda que seus pais corressem a tentar impedí-la. A revista era em francês. Nem ela nem ninguém naquela casa falava francês - por que insistiam em ter uma revista mensal em francês? Mas folheava a revista insistentemente, como uma forma de terapia. Não que a acalmasse, mas a verdade é que a segurou por um certo tempo. As vozes dos pais - por que não a deixavam em paz? - desviou-lhe a atenção das folhas em francês. Abandonou a revista sobre uma das cadeiras, sentada em outra. A chuva na janela... Imediatamente su pé passou a mexer-se como que movido por uma força oculta. O pai chegara próximo à janela. Ele passou o dedo no beiral, fazendo a água marrom que ali estava escorrer para o chão. "Nojento" - pensou ela. O barulho da chuva... Repentinamente viu-se levantar de um salto da cadeira e esmorrar a janela. Quebrara o vidro sem se importar, chutara os móveis com tanta força quanto o grito de ódio que saía de sua garganta. Quem dela se aproximara - quem foi? - fora atingido. Agora gargalhava enlouquecida entre os móveis quebrados, arrancando-se os cabelos. Livre! Livre! Rá-rá! A mão do pai em seu cabelo. Estava sobre a cadeira, sentada como antes. A janela estava intacta. O barulho da chuva na janela. O pai comentou algo. Talvez fosse ele quem ela atingira havia poucos momentos atrás. Ele comentava sobre o bolo, quem sabe? Ela levantou-se da cadeira e subiu as escadas. Mal sabia o pai que ela acabara de destruir toda a sala de estar. "... Subiu as escadas e pôs-se a escrever freneticamente sobre o que acontecera. Ou sobre o que quase acontecera."
Narrado por Tahjra Kwendi, em 11:29 PM
Parla!
Domingo, Outubro 23, 2005
Este poema é irmão de Não chorou no enterro da mãe. Inspirado pelo texto O Peso de Uma Lágrima, que o Juliano me mandou (foi você que escreveu, Ju?).
Narrado por Tahjra Kwendi, em 6:46 PM
Parla!
Sábado, Setembro 24, 2005
A inspiração para o poema abaixo veio de uma noite na casa de Leandro Bessa em que o grande Ator, Diretor e otras cositas más resolveu mostrar suas poesias. Sim, o Polivalente é poeta (e dos bons, coisa rara em Goiás). Demorei algum tempo entre esta noite e quando escrevi o poema abaixo (dia 11/09/05), mas vale!
Narrado por Tahjra Kwendi, em 11:31 PM
Parla!
Domingo, Setembro 18, 2005
Inspiração assistindo ao telejornal.
Agenor levantou-se da cama com um mau pressentimento. "Bobagem", pensou. Era um homem sensato demais para se deixar levar por impressões sem fundamento. Era um homem honestíssimo, o Agenor. No trabalho - era sargento da tropa de choque -, era respeitado como ninguém. Nunca se atrasava e jamais desobedecera a uma ordem. E acordou naquele dia com um pressentimento ruim. Foi para a cozinha e deu um beijo na mulher, que preparava seu café-da-manhã. A filha de quatro anos andava sonolenta pela casa, arrastando sua boneca. O filho adolescente dormia no quarto. Comeu um pão com manteiga, afagou a cabeça da filhinha e beijou a mulher. Saiu de casa para o trabalho. Logo esqueceu-se do mau pressentimento. O trabalho no quartel era puxado, mas o dia transcorreu sem maiores problemas aparentes. Agenor se orgulhava de ser sargento. Pensava que aquele era o emprego mais importante de todos: manter a ordem na cidade. Foi no fim do dia que Agenor teve novamente o pressentimento. Uma ligação informou que uma confusão começava a se armar na Paulista. E parecia que não era confusão pequena. Prepararam as viaturas e foram. Vinte soldados. Agenor rezou para não precisarem de mais. Não haviam andado muito na Paulista quando viram o tumulto. Um protesto, Agenor identificou logo. Pelos cartazes, eram estudantes reclamando de alguma coisa. "Adolescentes", pensou Agenor, "Por que não procuram algo para fazer em vez de sempre reclamar de tudo?" Ao soldados se puseram a postos, escudo protetor na frente. Os estudantes atiravam pedras, gritavam para chamar a atenção do governo. Queriam mais verbas para a educação. "Que burrice fazer tumulto para chamar a atenção. Por que não buscam outros meios?", Agenor pensou. Agenor gritou a ordem. Os soldados começaram a avançar, fazendo barulho. Os estudantes recuaram um pouco, mas continuaram a jogar pedras e ameaçar com gritos. Estavam furiosos. Agenor ficou furioso também. Nem se lembrava mais do mau pressentimento. Ordenou que começassem a atirar bombas de gás lacrimogênio nos estudantes. A fumaça assustou os que protestavam. Recuaram mais, cegos pelas bombas. A polícia militar atravessou a fumaça e começou a algemar os que atiravam pedras. Os estudantes se revoltaram com a atitude e voltaram a atacar. Se atracavam corpo a corpo, policiais e soldados com os estudantes. As bombas continuavam a estourar, mas ninguém mais parecia se incomodar com a fumaça. Um estudante chutou Agenor no rosto. Mesmo com o capacete, Agenor sentiu a dor invadindo. Furioso e cego, sacou a arma e atirou. Os estudantes, assustados com o tiro, se afastaram. A polícia aproveitou o momento para prender mais revoltosos. Na confusão de pés e fumaças, Agenor viu um estudante deitado no chão. Lembrou-se do tiro. "Merda!", pensou. Os policiais aproximaram-se do estudante e conferiram o pulso. Agenor sentiu o coração bater mais forte. Nunca atirara em alguém antes, nunca precisara. "Por favor, por favor! Esteja vivo!" Um policial indicou com a cabeça. O garoto estava morto. Agenor sentiu-se tonto. Seu coração disparava. "Bom...", tentava se consolar, "ele procurou isto". Aproximou-se do corpo, sentindo a culpa crescer. "Merda! Merda! Merda!", pensava, quando chegou perto do garoto. Sentiu o coração parar. O rosto do adolescente estava ensangüentado. A bala, cruelmente certeira, acertara-lhe a testa. Mal podia-se ver as feições sob o sangue. Mas Agenor reconheceu imediatamente o rosto do filho.
Narrado por Tahjra Kwendi, em 8:34 PM
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Domingo, Setembro 11, 2005
Virgem na Praia
Narrado por Tahjra Kwendi, em 3:04 AM
Parla!
Quarta-feira, Setembro 07, 2005
Outra vez, uma produção durante uma aula. Inspiração? Muitas... E quem sabe, nenhuma?
Narrado por Tahjra Kwendi, em 2:53 AM
Parla!
Domingo, Agosto 14, 2005
Uma de improviso, para o flog do Juliano. Achei meio fraquinha, mas gostei mesmo assim.
Olho em volta e não vejo nada, O frio me consome e tudo parece maior. Sinto meus braços congelarem, minhas pernas não me pertencem mais. Quero gritar, mas minha garganta está seca. Meu peito arde e sinto o coração bater devagar, Descompassado, perdido, sozinho. Quero chorar Estou com medo Ouço vozes ao meu redor, Mas estou só. Estendo meu braço para o infinito, Pois o infinito prepara-se para me abraçar. Uma lágrima queima meu rosto. Minha voz pára feito pedra, E feito pedra me sufoca. Olho desesperada, Mas há apenas escuridão. Onde está a prometida Luz? Algo frio toca-me a pele, ou será meu coração? Quero gritar! Alguém me ajude! Mas há apenas escuridão. Que horas são?
Narrado por Tahjra Kwendi, em 9:23 PM
Parla!
Terça-feira, Julho 19, 2005
Só assim para conseguir agüentar até o fim uma aula de Física... Perdão, Luciano, mas suas aulas são inassistíveis.
- Bom dia, meu amor! - ... - Dormiu bem? - ... - Amor, tá acordada? - Quem consegue dormir com você falando aí? - Ai! Credo, que grosseria! Por que tanto mau-humor? - Não tô de mau-humor! Posso dormir? - Eu te acordo com tanto carinho pra receber patada? - Não dei patada! Posso dormir? - Não... não deu patada, não. Eu que sou sempre o culpado, né? - Culpado de quê? Eu só falei que queria dormir, caramba! - Você não tem o mínimo de sensibilidade! Eu vou todo feliz acordar você aí e você me trata como se eu fosse um estorvo! É isso, né? Eu sou um estorvo pra sua vida! - Ô, meu deus! Eu não falei nada disso! Eu só trabalhei o dia inteiro ontem e você ainda quis ver o filme até tarde da noite! Eu só quero dormir! - Ahá! Não falei? Aí você falando que a culpa é minha! - Eu não tô falando que a culpa é sua, meu anjo! EU-SÓ-QUERO-DORMIR! - Pára de gritar comigo! Você precisa ser assim tão grossa? - Ah, Bruno! Me deixa dormir! - ... - Boa noite. - ... - ... - Se você quer me mandar embora de casa é só falar, tá? - Eu não quero te mandar embora, caramba! Será que é tão difícil pra você entender que eu só quero dormir? - ... - Posso dormir? - ... - Obrigada. - ... - ... - Amor, você tem outro? - Quê?! - Eu tô perguntando na boa, não vou ficar mal se você tiver. - Você é louco. - Ah... - ... - Isso quer dizer que você tem outro? - ... Eu não acredito nisso... - Quer dizer que tem outro? - Larga de ser paranóico. - Eu vi isso num filme uma vez. Você tá fugindo do assunto porque tem outro, né? - Bruno, vai procurar o que fazer e me deixa dormir. - Você não respondeu a minha pergunta. - ... - Quem é ele? - Ele quem? - O outro. Eu conheço? Tudo bem se eu conhecer, eu só quero saber. - Não tem nenhum outro! - Tem certeza? - Não, Bruno, eu não tenho certeza. Eu sou tão vadia que não tenho certeza de com quem eu durmo. - Você não é vadia. - Bom, foi você quem me fez pensar isso. - Só perguntei se você tinha outro. - E eu já disse que não. Posso dormir? - Você tá falando sério? Não tem outro? - ... - Hein? - ME - DEIXA - DORMIR!!! - Ah, desculpa. - ... - ... - Amor? - ... - Amor! - Que é agora? - Tá dormindo? - ... - Eu só queria dizer que tô muito feliz por você não ter outro, tá? - Ah, sério?! - Sério. E também queria pedir desculpas por desconfiar de você. - Tá, tá. Posso dormir? - Ah, claro. Você merece dormir bastante pra descansar. - ... - Amor? - ... que é? - Eu queria que você soubesse que eu te amo. - Eu também te amo. Agora, por favor, me deixa dormir. - Ah, tá. Boa noite, então.
Narrado por Tahjra Kwendi, em 5:18 AM
Parla!
Sábado, Julho 16, 2005
Anjos fecham os olhos diante de mim, Benzem-se e rezam, Viram as costas e saem tomados de horror. Mas dão ainda uma olhadela Antes de fechar os olhos novamente E imaginar-me nua. No escuro de seus olhos tiram-me a roupa e lambem-me e desejam E em seus delírios esquecem as asas que Deus lhes deu E chamam-se demônios e pecam e gostam. Nos seus sonhos imaginam-me ser currada por todos os Anjos dos céus E gozam nos meus seios e dizem palavrões. Depois abrem os olhos, Benzem-se mais uma vez, Viram-se e vão-se embora. Com um sorriso nos lábios...
Narrado por Tahjra Kwendi, em 5:07 PM
Parla!
Sábado, Maio 28, 2005
De um sonho nasce uma história. Não uma das melhores histórias que eu já escrevi - e nem muito parecida com o sonho - mas uma história. Não sei se um conto, uma crônica ou outra classificação (é... faltei às aulas de Redação), mas uma história. Não tem título - chamem como quiserem. E ainda quero ver Nospheratu.
Narrado por Tahjra Kwendi, em 4:22 PM
Parla!
Sábado, Abril 23, 2005
"Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!" (Álvares de Azevedo) Quando os olhos se abrirem para o mundo, Quando tudo parecer claro, mesmo no escuro, Quando o sol iluminar menos que a verdade, Quando o teu toque me trouxer mais que felicidade, Quando teus beijos me despertarem para a dor, Quando a vida provar que não existe amor, Quando não houver diferença entre o ser e o não-ser, Quando a lua sumir do céu e apagar teu renascer, Quando o já previsto apocalipse acontecer, Quando a Besta vier a tua cara marcar, Quando a simples troca de olhares cegar, Quando o verdadeiro Deus se revelar, Quando o Caos total se instalar, Quando Lúcifer dominar os céus, Quando a Virgem tirar os sete véus, Quando eu beber este copo de veneno escarrado, Quando a Morte já nos tiver preparado, Quando o fogo arder na Terra demoníaca, Sentirás na tua pele hipocondríaca, Na dor lancinante que tomará teu coração, Na loucura infernal intrincada no teu cérebro, No pavor aterrorizante escondido nos instintos E, perdido e louco, implorarás por socorro. Sinto muito, amor, eu pranteio e morro! O fruto de uma hora e meia de espera após o término do Simulado e uma aula torturante de Física. Pela primeira vez, escrevi uma poesia sem modificar uma única linha posteriormente.
Narrado por Tahjra Kwendi, em 6:37 PM
Parla!
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